A cidade de Grasse começou a conquistar olhares pela sua história alguns anos atrás, principalmente os olhares dos estrangeiros. O motivo?  Suas três indústrias de perfumes: Fragonard, Gallimard e Molinard. Em 2016, Grasse mudou de registro com a chegada de famosas marcas atraídas por um savoir faire ancestral e se transformou em centro das atenções da mídia francesa e internacional.

 

Chanel

 

A presença da Chanel na região é bem antiga graças à uma parceria com a tradicional família Mul, produtores exclusivos de flores para os perfumes da marca. São eles os responsáveis pelas plantações de jasmim, presentes na fórmula original do N° 5, e das rosas que Chanel utiliza para o Extrato N° 5, a versão mais sofisticada do perfume.

 

Dior

 

Dior também já esteve instalada na região, no auge da cidade. Para a marca, trata-se agora de um retorno com a reinauguração do Castelo Colle Noire, antiga residência do estilista, e com a assinatura de novas parcerias com variados produtores de flores.

 

Vuitoon

 

Quanto à griffe Vuitton, inaugurou o chamado Fontaines Parfumées, propriedade do groupe LVMH. O local é a sede do novo laboratório dos perfumes Louis Vuitton, que retomou assim a fabricação de perfumes interrompida durante os anos 1920. Ao escolherem Grasse, Vuitton e Dior ajudam a levar ao mundo a fama desta cidade histórica.

Nos anos 90, Grasse correu o risco de perder sua identidade com o lento desaparecimento da cultura de plantas para perfumes. Neste momento, enquanto a especulação imobiliária substituía as colinas e suas flores magníficas por imóveis, as plantações eram relocadas para países como Marrocos, Turquia, Egito. 

 

Graças aos grupos do luxo, e suas políticas de proteção do artesanato e de retorno às fontes históricas, nestes últimos anos a cidade se tornou de novo dinâmica. Atraiu jovens biólogos que se lançaram na plantação de flores e, em torno deles, foi criada a associação Les Fleurs d’Exception du Pays de Grasse com o objetivo de dinamizar a vocação original da cidade.

 

Nova Grasse

 

A nova Grasse voltou a ser o centro mundial de matérias primas caríssimas e excepcionais, produzidas em pequena quantidade e reservadas às indústrias do luxo. As rosas de Grasse, sobretudo as das plantações reservadas à Chanel, servem de medida para todas as outras produções mundiais e são de 10 a 20 vezes mais caras que as outras.

 

De todas as flores de Grasse a mais emblemática é a rosa chamada Centifolia, cem folhas. É excepcional pelo seu tamanho e pelo seu perfume. Também é frágil e sua colheita deve ser feita no dia da sua abertura, senão se torna inutilizável. É colhida todos os dias, no mês de maio, por isso o apelido, a Rosa de Maio.

 

Quando estiver na Côte d’Azur e visitar Grasse não deixe de conhecer os jardins da Villa Noailles e a plantação de flores chamada Le domaine du Mas de L’Olivine. São lindíssimos!

 

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Bisous!

 

Elisa

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