Você conhece Camille Claudel? A incrível escultora francesa que, a principio, foi ignorada. Caso não conheça, vá fazer um cházinho e então se sentar num banquinho, pois la vem a história!

Escultora francesa: Camille Claudel

 

Camille Claudel, era o nome artístico de Camille Athanaise Cécile Cerveaux Prosper que nasceu em Aisne, cresceu em Villeneuve-sur-Fère e faleceu na obscuridade aos 79 anos. A artista, irmã mais velha do poeta e diplomata Paul Claudel, teve uma vida turbulenta e tentou desde jovem seguir a sua vocação artística e vencer o machismo da sociedade francesa no final do século XIX.

Portrait de Rodin par Étienne Carjat, vers 1879
© musee Rodin (photo Jean de Calan)

A escultura ainda era classificada como uma atividade essencialmente masculina, tendo Camille que colocar seu talento à prova a todo momento. A sua obra ganhou reconhecimento após a sua morte e é considerada um gênio da escultura pelos críticos de arte, tendo em sua homenagem o Musée Camille Claudel, dedicado à sua obra.

Os estudos

 

No início dos seus estudos, foi barrada de entrar na École des Beaux Arts, pois na época mulheres não eram aceitas na instituição. Mesmo assim, perseguiu o seu ideal de estudar artes na Académie Colarossi, um dos únicos espaços que aceitavam mulheres. Em 1882 montou um estúdio com outras mulheres para produzir suas primeiras esculturas, representando uma revolta contra os padrões estabelecidos no mundo da arte.

Camille Claudel travaille à Sakountala dans l’atelier 177, rue des Petits-Champs. Au second plan, Jessie Lipscomb. .© musee Rodin (photo Jean de Calan)

Sakuntala

 

Também conhecida como Vertumnus e Pomona (1888), é um marco na trajetória de Camille Claudel. A escultura é inspirada no conto do poeta hindu Kalidasa e retrata o momento do reencontro de Sakuntala e seu marido, após um longo período de separação causado por um feitiço.

Vida amorosa

 

Em 1884, Camille iniciou um difícil relacionamento com Auguste Rodin, que era o seu mentor e ao mesmo tempo o seu amante. Rodin convidou Camille para trabalhar como sua assistente, a única mulher entre o grupo de artistas contratados para auxiliá-lo em uma de suas maiores obras: Os Burgueses de Calais.

 

Camille era incumbida de esculpir pés e principalmente as mãos, e era por meio das mãos que, segundo especialistas, Rodin costumava definir a emoção de seus personagens. O relacionamento dos dois terminou em 1892, mas mesmo assim, a reputação dela sempre ficou associada à imagem do escultor. 

Fim da vida

 

Camille terminou a sua vida internada por sua família em um hospital psiquiátrico por 30 anos, mas muitos questionavam se ela realmente tinha algum problema mental, já que a direção do hospital declarou várias vezes que a artista poderia voltar ao convívio social.

 

Dois importantes filmes franceses recontam a sua história: Camille Claudel (1989), que mostra a relação dela com Rodin, e Camille Claudel 1915 (2013), que aborda a sua polêmica internação psiquiátrica.

Trailer do filme de 1989, com os atores Gérard Depardieu – um clássico ator francês – e Isabelle Adjani – uma célebre e premiada atriz francesa. O filme concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro e melhor atriz em 1990.

A dor e a arte caminharam juntos com a artista deixando um legado importante como referência. E você conhecia a história de vida de Camille Claudel? Escreva aqui nos comentários!

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Bisous,

 

Elisa.

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