Conversar em francês com uma francesa?! – Podcast

Em um belo dia, resolvi conversar em francês com uma francesa e gravar um podcast. Mas não com uma francesa qualquer! A escolhida da vez foi a professora Chloée do meu Programa Completo de Francês Ativo. Esse artigo faz parte de uma série em francês de 7 episódios no meu Podcast “Fale Francês Avec Elisa” e hoje vou contar um pouquinho mais sobre a nossa conversa.

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Entrevista em francês no Podcast

Em um belo dia, resolvi conversar em francês com uma francesa e gravar um podcast. Mas não com uma francesa qualquer! A escolhida da vez foi a professora Chloée do meu Programa Completo de Francês Ativo. Esse artigo faz parte de uma série em francês de 7 episódios no meu Podcast “Fale Francês Avec Elisa” e hoje vou contar um pouquinho mais sobre a nossa conversa. 

Mas afinal, quem é ela?

Caso você ainda não saiba, Chloée é uma francesa que nasceu no Sudoeste da França, na cidade de Pau, ao lado da cidade de Pyrénées. O motivo para Chloée vir para o Brasil não é nada comum: desde os 15 anos, Chloée é apaixonada pela língua de sinais. E durante o seu curso de 3 anos sobre a língua de sinais francesa na Universidade de Poitiers, em Poitiers, ela decidiu vir para o Brasil estudar a língua de sinais brasileira (LIBRAS). Um dos motivos, inclusive, que a fez tomar essa decisão foi o fato de que a Universidade de Poitiers é a única que aceitava estudantes do nível 0 em língua de sinais. 

Clichês franceses sobre os brasileiros 

Como já comentei antes, existem diversos estereótipos que outras culturas e países tem sobre o Brasil. Durante a conversa com a professora Chloée, nós comentamos dois estereótipos que os franceses tem sobre o nosso país tropical. 

Língua espanhola 

Esse é provavelmente o mais comum! Muitos países acreditam que no Brasil se fala espanhol, pois não sabem que fomos, na realidade, colonizados pelos portugueses. Portanto, é muito comum um brasileiro comentar na França que é brasileiro e escutar a resposta “ah bon tu parles espagnol ?” 

Todos os brasileiros se travestem ou fazem a mudança de sexo 

Muitos franceses – e talvez essa é uma impressão em outros países da Europa – acreditam que no Brasil só existe travestis. Apesar de confundirem bastante o termo travesti com transexual, boa parte dos franceses acreditam que todos os brasileiros gostam de se travestir ou que todos desejam passar por transições hormonais e/ou cirúrgicas.  É importante deixar claro que não existe problema algum em uma pessoa ser travesti ou transexual, mesmo que os franceses coloquem uma carga negativa e preconceituosa nesse estereótipo.  

Podcast Fale Francês avec Elisa – parte 1/7

A Cultura vista por uma francesa 

O estereótipo do Brasil é, sem dúvida alguma, o país tropical do carnaval, das praias e do futebol. Em minha conversa com a professora Chloée do Programa Completo de Francês Ativo, Chloée comenta quais são esses estereótipos e principalmente o que mais a deixava curiosa sobre o Brasil. Você consegue adivinhar o que é? 

Syncrétisme 

“Le syncrétisme si je ne me trompe pas c’est plusieurs réligions qui cohabitent ensemble” 

Uma das diversas coisas que fascinaram a Chloée foi o fato de que, aqui no Brasil, existem diversas religiões que vivem juntas. Principalmente, famílias que cada integrante é de uma certa religião. E caso você não saiba, existe um nome para esse fenômeno. 

O Sincretismo Religioso (em francês, Syncrétismeé a fusão de diferentes doutrinas para a formação de uma nova, seja de caráter filosófico, cultural ou religioso. O sincretismo mantém características típicas de todas as suas doutrinas-base, sejam rituais, superstições, processos, ideologias e etc.  No Brasil, esse processo se decorreu a partir dos povos que constituíram o nosso país, como os europeus, africanos, indígenas e demais grupos que se somaram após a colonização. Na França, não existe muito disso. Curioso, não é? 

Podcast Fale Francês avec Elisa – parte 2/7

Le César 

Um ponto interessante sobre a cultura francesa é o cinema! Enquanto o mundo todo assiste o Oscar nos Estados Unidos, a França também assiste. Mas para além disso, eles têm a própria premiação francesa: Le César. 

“Qu’est-ce que c’est le César? 
Le César c’est l’equivalant des Oscars, en fait pour nous, em France. C’est la cérimonie des Oscars, mais en France” 

A cerimônia do César é a primeira grande premiação na França e a mais antiga da indústria audiovisual e de entretenimento. Os Molières para o teatro, as Victoires da música para a variedade, jazz ou clássico (hoje separados em três cerimônias distintas), bem como os Golden Seven para a televisão. Os troféus são compressões de metal, projetadas em 1975 pelo escultor César, que lhes deu o nome. 

Podcast Fale Francês avec Elisa – parte 3/7

Universidade no Brasil e na França 

Assim como a cultura é diferente, os hábitos também são. Sair da sala de aula durante uma aula, comer enquanto o professor explica algo, debater alguma questão, perguntar, são diversas coisas que mudam de um lugar para o outro. E uma das principais diferenças na forma de ensino nas universidades brasileiras e francesas está na forma de tratamento. 

Vouvoyer  

Ao conversar com um francês que tenha mais idade que você ou esteja em uma posição mais alta na hierarquia empresarial, ou até mesmo quem você não conhece bem, deve-se usar o “vous”.  

“Vouvoyer quelqu’un” significa tratar alguém por “vous”, senhor, senhora, com formalidade.  Outra forma de sempre se manter formal e educado, é usar “monsieur”, “madame”, “excusez-moi”, “s’il vous plaît”. Essas são formas de respeito e cuidado com quem você fala. E durante uma universidade, você deve sempre tratar o professor por “vous” 

Tutoyer

Agora você deve querer saber quando você poderá ser mais informal, certo? 

A informalidade na França normalmente é usada com os familiares e amigos bem próximos. Assim, da mesma forma que usamos “vous” para expressar formalidade, usamos o “tu” para expressar a informalidade, ou seja, “tutoyer quelqu’un”, tratar por “tu”, “você”. Se você trata o professor por “tu”, a impressão que você passa pode ser errada. Assim como Chloée disse: você pode passar por mal-educado na França, alguém que não respeita os códigos culturais. 

Podcast Fale Francês avec Elisa – parte 4/7

Palavras e expressões francesas…diferentes 

Durante a conversa entrevista com a professora Chloée, algumas palavras e expressões se sobressaíram. Uma delas é uma palavra muito sonora e que não tem uma tradução para o português e também uma palavra importante para a sua decisão de estudar a LIBRAS: 

Dépayser 

“Ça vient du mot paysage, donc un paysage c’est quelque chose qu’on peut voir donc quand on va se dépayser, c’est dire qu’on va changer de paysage”.  

A palavra Dépayser vem da palavra Paysage (paisagem).  Logo, é algo que você pode ver e que quando Vem da palavra paisagem, então paisagem é algo que você pode ver, então quando você vai se “dépayser”, significa que você irá mudar de paisagem. 

Être à l’aise

Uma expressão que também se sobressaiu durante a nossa conversa, foi a expressão “être à l’aise”. 

“être à l’aise est se sentir confortable dans une situation” 

Essa expressão muito usada significa “se sentir confortável” em alguma situação. A expressão apareceu no momento em que Chloée e eu começamos a conversar sobre as diferenças na questão do ensino na França e no Brasil. 

Podcast Fale Francês avec Elisa – parte 5/7

A diferença de culturas no Brasil e na França

Acredito que uma das coisas mais interessantes que você pode descobrir durante a nossa conversa é a facilidade com a qual as pessoas abordam umas às outras no Brasil. Perguntar sobre a vida de alguém que você acabou de conhecer, tratar por algum apelido carinhoso como “querida” ou “meu amor”, bater um papo com um desconhecido.

Normalmente na França você não irá encontrar essa abertura, o que pode causar algum choque para os brasileiros que viajam por esse país maravilhoso. Além disso, existe outra coisa bem diferente: não existe uma palavra para falar “porteiro” em francês. Curioso, não é? 

Podcast Fale Francês avec Elisa – parte 6/7

Saudades da França?

“Mes parents avaient le projet de déménager” 

A família de Chloée morou por algum tempo na cidade de Oloron-Sainte-Maire, uma pequena cidade bastante montanhosa, com nuvens e um tempo fechado. Por isso apesar de ter nascido na cidade de Pau, Chloée morou em diversas cidades no Sul da França como, por exemplo, em Auch

Capital histórica da antiga Gasconha, Auch é uma cidade especializada no Circo, tendo até mesmo um pólo chamado CIRCa – um pólo circense. E é essa uma das saudades de Chloée, junto com o cinema. É claro que, para além disso, a saudade da família também deve bater forte no coração.  

Mas, se é assim, por que Chloée decidiu ficar no Brasil? 

A pergunta para essa resposta eu deixo para você descobrir no último episódio da série de 7 episódios disponíveis no meu Podcast “Fale Francês Avec Elisa”, e também no vídeo abaixo.

Podcast Fale Francês avec Elisa – parte 7/7

Ah! Quero saber uma coisa de você.

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